Vento
Me leve por aí
Me faça voar pelos ares
Me guie e não me deixe cair
Mostre-me uns tantos lugares
Deixa-me dormir junto às estrelas
Enquanto deslizamos pelas nuvens
Tira do meu corpo a poeira
Prepara-me para visitar outros mundos
Me deixa ser tua companhia
Sussurra-me versos coloridos
Abrace-me com ousadia
E me leve sempre por aí, caro vento, caro amigo.
Tatyana França, aspirante a escritora, decidiu fazer seu próprio projeto literário. Assim, nasceu o Nulla dies sine linea: 09 meses de textos nos mais variados estilos. O desafio foi cumprido: nenhum dia sem postar, de 14 de março a 14 de dezembro de 2010!
domingo, 5 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
Poesia/84
Tudo que eu queria era ver o mundo.
Tudo que eu queria era jogar fora
O guarda chuva e o sobretudo!
Tudo que eu queria era jogar fora
O guarda chuva e o sobretudo!
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Microconto/14
Noivinho
Faltava pouco para o casamento e os olhos do noivinho eram duas luzinhas que brilhavam, piscavam e se exibiam para todos.
Mas a noivinha fugiu com outro e as luzinhas se apagaram.
Muitas tentaram, ao longo dos anos, reavivar as luzinhas, mas de nada adiantou. Quando fugiu, a noivinha levou o anel de noivado, uma trouxa de roupas, algum dinheiro e, sem saber, tinha levado junto toda a luz dos olhos do noivinho.
Faltava pouco para o casamento e os olhos do noivinho eram duas luzinhas que brilhavam, piscavam e se exibiam para todos.
Mas a noivinha fugiu com outro e as luzinhas se apagaram.
Muitas tentaram, ao longo dos anos, reavivar as luzinhas, mas de nada adiantou. Quando fugiu, a noivinha levou o anel de noivado, uma trouxa de roupas, algum dinheiro e, sem saber, tinha levado junto toda a luz dos olhos do noivinho.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Microconto/13
Sede de amor
Chamava-se Pepe e estava ansioso pelos prazeres do amor. Suspirava, gemia, padecia porque queria amar. E por isso, corria atrás de qualquer uma que pudesse lhe dar amor: brancas, pretas e mestiças, lindas ou feias. Mas nenhuma delas lhe dava crédito. Nenhuma sentia por ele amor, simpatia ou simplesmente compaixão.
Pepe estava cansado, andava nervoso e cada vez mais queixoso. Até que alguém encontrou uma solução...
Pepe foi castrado e já não uiva mais. Através de seus culhões, lhe adestraram aquela sede, a sede que ele tinha de amor.
Chamava-se Pepe e estava ansioso pelos prazeres do amor. Suspirava, gemia, padecia porque queria amar. E por isso, corria atrás de qualquer uma que pudesse lhe dar amor: brancas, pretas e mestiças, lindas ou feias. Mas nenhuma delas lhe dava crédito. Nenhuma sentia por ele amor, simpatia ou simplesmente compaixão.
Pepe estava cansado, andava nervoso e cada vez mais queixoso. Até que alguém encontrou uma solução...
Pepe foi castrado e já não uiva mais. Através de seus culhões, lhe adestraram aquela sede, a sede que ele tinha de amor.
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