Eu olhei naqueles olhos miúdos
Que me encaravam insistentes, amiúde
Eu me fundi com aquele corpo moreno
Que me recebeu todo sereno
Eu me assustei quando meu coração bateu mais forte
Para em seguida pensar no quanto eu tive sorte
De encontrar alguém com quem adoro ficar a sós
Parei de ser só eu, para ser também nós.
Tatyana França, aspirante a escritora, decidiu fazer seu próprio projeto literário. Assim, nasceu o Nulla dies sine linea: 09 meses de textos nos mais variados estilos. O desafio foi cumprido: nenhum dia sem postar, de 14 de março a 14 de dezembro de 2010!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Microconto/25
Estavam pai e filho na sala. O pai lia o jornal, enquanto o filho falava sem parar:
- Pai, quando eu crescer, quero ser piloto de avião!
- Não, não... Quero ser dentista!
- Ou astronauta...
O pai ouvia, calado, sem desgrudar do jornal. De repente, cansado de não ser ouvido, o filho disse:
- Pai, não sei direito o que quero ser... Mas sei que não quero ser como você.
O pai largou subitamente o periódico e seguiu-se um silêncio perturbador. O filho não ousava olhá-lo e mantinha os olhos na tv. De repente, o pai disse:
- Desculpa não te dar atenção, filho... Desculpa mesmo. Sabe de uma coisa? Você, quando crescer, pode ser o que quiser. Mas eu, quando crescer, sei que quero ser igualzinho a você.
- Pai, quando eu crescer, quero ser piloto de avião!
- Não, não... Quero ser dentista!
- Ou astronauta...
O pai ouvia, calado, sem desgrudar do jornal. De repente, cansado de não ser ouvido, o filho disse:
- Pai, não sei direito o que quero ser... Mas sei que não quero ser como você.
O pai largou subitamente o periódico e seguiu-se um silêncio perturbador. O filho não ousava olhá-lo e mantinha os olhos na tv. De repente, o pai disse:
- Desculpa não te dar atenção, filho... Desculpa mesmo. Sabe de uma coisa? Você, quando crescer, pode ser o que quiser. Mas eu, quando crescer, sei que quero ser igualzinho a você.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Poesia/92
Era Setembro
Eu bem me lembro
Quando ela veio de mansinho
Primeiro, uma flor desabrochou
Depois, cantou um passarinho
E aí, ela se fez notar
Com tudo que podia
Uma profusão de cheiros, cores, brilho e simpatia
E eu disse ao meu amor:
"Veja só quem chegou para fazer uma visita!"
E ele então me sussurrou:
"Não vá sentir ciúme, mas que Prima mais bonita!"
Eu bem me lembro
Quando ela veio de mansinho
Primeiro, uma flor desabrochou
Depois, cantou um passarinho
E aí, ela se fez notar
Com tudo que podia
Uma profusão de cheiros, cores, brilho e simpatia
E eu disse ao meu amor:
"Veja só quem chegou para fazer uma visita!"
E ele então me sussurrou:
"Não vá sentir ciúme, mas que Prima mais bonita!"
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Microconto/24
Trancou-se em casa e decidiu: vou escrever um romance.
Passaram-se horas, dias, semanas. Ele fazia tudo mal: dormia, comia, descansava, tomava banho - tudo era mal feito. A única coisa que importava era escrever.
Não se sabe se foi no terceiro ou no décimo dia, mas o certo é que seu pé direito sumiu. Depois, foi a mão esquerda, com braço e tudo. E assim, ele foi sumindo, aos poucos, enquanto o romance crescia.
Quando restava apenas a mão direita a escrever, o romance ficou pronto. E a mão que repousava sobre as últimas páginas também sumiu. Ele todo havia sumido, mas ao mesmo tempo continuava ali. Ele havia se tornado o romance e vice versa.
domingo, 26 de setembro de 2010
Poesia em outra língua/09
Finally the Spring is here!
I feel it through this smell in the air
And because of little wind blowing and playing with trees
I feel the Spring when I hear birds singing in every morning
And I feel it stronger when streets are full of sounds and I don't want to come back home
I just leave my pillow behind
Because the Spring deserves my eyes, my hands, my smile and my soul.
I feel it through this smell in the air
And because of little wind blowing and playing with trees
I feel the Spring when I hear birds singing in every morning
And I feel it stronger when streets are full of sounds and I don't want to come back home
I just leave my pillow behind
Because the Spring deserves my eyes, my hands, my smile and my soul.
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